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Profissionais no Canadá: visitando uma grande empresa em Toronto

Nos dias 12,13 e 14 de fevereiro eu e minha sócia na BFF Intercâmbio, Daniely Ramos, visitamos Toronto. Foi minha segunda vez na cidade e a primeira vez dela. Com um frio de sensação térmica de -17 graus, entre colleges, escolas de inglês e outros compromissos que tínhamos, visitamos a Arrive, uma venture do RBC Ventures, que faz parte do Royal Bank of Canada, o maior banco do Canadá. A Arrive é uma plataforma digital criada para apoiar os recém-chegados a alcançar seus objetivos na vida pessoal, carreira e metas financeiras no Canadá. Ela fornece conteúdo de qualidade gratuito no seu site e redes sociais e um aplicativo onde as pessoas podem se conectar com profissionais que já estão no mercado de trabalho canadense. Uma iniciativa inovadora e excelente para o recém-chegado começar a construir networking e também se informar sobre vários aspectos da vida no Canadá.

Lucas Mendonça, Product Growth da Arrive

Na Arrive, fomos recebidas por Lucas Mendonça, 31 anos, um brasileiro de Aracaju, que chegou ao Canadá em 2017 com sua esposa para construir uma vida melhor. Lucas começou na empresa como estagiário e hoje é parte do time de marketing de crescimento de produto da Arrive. Lucas e sua esposa enfrentaram vários desafios e como muitos casais fazem, um veio estudar e o outro trabalhar. Depois de cometerem algumas falhas – como quase todos os brasileiros cometem durante o Plano Canadá – a vida começou a melhorar e hoje ambos estão felizes com suas escolhas na cidade de Toronto. Uma das coisas mais importantes que Lucas me disse na entrevista que fiz com ele (vocês podem conferir aqui), foi relatar seu avanço no idioma e, consequentemente, na carreira. Ao chegar à Toronto ele ainda não possuía um bom inglês, mas queria melhorar rápido pois tanto para estudar (ele estava em um college) quanto para encontrar um bom trabalho o domínio da língua seria essencial. Ele relatou um episódio que teve durante uma reunião de trabalho quando ainda não estava com o inglês afiado e que fez ele passar por apuros. Seu gestor  – o qual também tive a oportunidade de conversar – lhe deu um importante feedback “O que você precisa melhorar é seu inglês, o resto está ótimo”. E foi o que ele fez. Hoje, na Arrive, ele atende tanto o público externo (imigrantes do mundo todo que chegam ao Canadá) e também se comunica com colegas e gestores da empresa de forma efetiva e muito mais assertiva. Além de tudo, Lucas tem excelentes soft skills, essenciais para a comunicação e sobrevivência no mercado de trabalho, as quais está sempre aprimorando também. 

O Lucas me apresentou a algumas pessoas da empresa e também de outras ventures que fazem parte do RBC e eu pude entrevistá-las. Foi muito bom conhecer profissionais que atuam numa das empresas mais modernas do Canadá e entender como pensam. Uma delas é Neha Nathani, Product Associate Development na venture Prepped, que ajuda os estudantes a se prepararem e a se conectarem com o mercado de trabalho. Neha estudou business e na opinião dela, um dos maiores desafios do estudante imigrante é o networking. “A maioria dos jobs não estão nos anúncios, então, o estudante precisa saber se colocar no mercado e construir relações na área que deseja atuar”, diz ela. Na Prepped, eles oferecem treinamento e 12 exercícios com vídeos para os estudantes aprimorarem seu desempenho em entrevistas, construção do resume (currículo), cover letter, pesquisas de empregos e isso tudo totalmente online. Ela também destacou a importância de estar presente em eventos, mostrando a cara e dialogando com as pessoas do ramo.

Ainda na Arrive, conversamos também com Sonia Sidhu, Product Manager que trabalha na empresa desde 2018 e é canadense filha de imigrantes. Ela destacou a importância da sua função e da sua equipe, que é criar a mais incrível experiência para os recém-chegados que os procuram. Uma das coisas que mais me chamou atenção na sua fala, foi quando disse “Quando chegamos, nos sentimos confusos com relação à nossa identidade. A parte financeira faz a gente perder um pouco a identidade, a parte profissional e cultural também. Alguma coisa será abalada. Então, como fazer esse processo ser menos doloroso?”. Ela falou sobre o papel dos “ambassadors” da Arrive, profissionais do mercado que apoiam recém-chegados compartilhando experiências e ajudando-os a fazer conexões. Tudo isso online e de uma forma simples e sem burocracias. Em alguns momentos lembra um pouco algumas funções do LinkedIn. Um dos principais conselhos que ela dá aos estrangeiros recém-chegados ao Canadá é “Fiquem informados sempre e estabeleçam objetivos para si mesmo, primeiro a curto prazo e depois a longo prazo, assim, dividindo as metas, fica mais fácil de chegar lá”. E ainda acrescenta “Mantenha-se otimista”. 

Enquanto fazíamos um tour pelo escritório das ventures – que localiza-se em um dos andares do prédio do RBC no centro de Toronto – pude notar que estávamos em um empresa super moderna, com muita gente jovem e também pessoas de várias idades, em espaços desenhados para incentivar o diálogo, a tecnologia e a criatividade. Nesse ambiente havia profissionais da área de T.I., RH, marketing, finanças e outras áreas, e foi onde conversei também com Angelique de Montbrun, Head of Marketing da Arrive. Ela recomenda aos estrangeiros que pretendem chegar ao Canadá que acessem a Arrive desde seu país de origem, para informações (conteúdo) e quando chegarem ao Canadá, acessem também o aplicativo para se conectar às pessoas. Ela falou um pouco também sobre o mercado de marketing e sobre o que ela acredita ser um bom profissional dessa área hoje. “Profissionais de marketing são storytellers e translators, o mercado precisa disso. O mercado está mudando também, hoje há uma tendência mais das empresas terem mais housing (equipe de agência dentro da empresa) do que contratarem agências terceiras. Em Toronto há muitas oportunidades para profissionais antenados com as tendências”, disse ela. Como fui profissional de marketing e comunicação a vida inteira no Brasil, ouvir pessoas tão antenadas e atualizadas com o que há de mais moderno na profissão me encheu os olhos. Desde que cheguei ao Canadá decidi fazer outra coisa, seguir outros caminhos, mas sempre incentivo quem quer entrar nessa área aconselhando ter uma mente aberta para o novo e fazer networking com profissionais como os que encontrei na Arrive. 

O olhar do líder

Por fim, consegui conversar um pouco com Sean Mathews, diretor de brand strategy da RBC Ventures. Um profissional incrível de pensamento inovador e muito gentil que nos recebeu muito bem. Nascido na Índia, ele foi o gestor que deu o conselho ao Lucas, o brasileiro, para melhorar seu inglês. Entre muitas coisas, separei alguns highlights de sua fala: ele destacou a importância de ter um ótimo inglês para quem quer trabalhar com comunicação, marketing e propaganda, “a maneira como a pessoa se apresenta, se vende, é tudo”, afirma ele. Outra coisa que eu achei fantástico em seu depoimento foi quando ele disse que imigrantes dos países BRICS, por exemplo, muitas vezes acreditam que o Canadá e os Estados Unidos são melhores em tudo, o que nem sempre é verdade e pode prejudicar nossa autoestima e autoconfiança ao procurarmos um lugar no mercado de trabalho. Para ele, nós que viemos desses países, enfrentamos problemas muito complexos na vida profissional e pessoal, pois são lugares mais instáveis e desafiadores. Então temos skills que nos trazem muito diferencial. Mas ele aconselha “você deve ter muito claro o que você é, e só então saberá o que quer fazer”. Perguntei a ele que tipo de profissional ele contrataria para sua equipe, o que ele considera importante na hora de contratar e ele respondeu “é preciso ter uma boa mente e um bom coração”. “Se uma pessoa tem uma falha em uma dessas duas coisas, então temos um problema”, acrescenta. Além disso, ele mencionou que considera um bom profissional aquele que aplica o que aprendeu e a forma como aplica é importante, aquele que sabe trabalhar com um marketing integrado e que tenha excelentes soft skills como, por exemplo, saber gerenciar conflitos em momentos difíceis.

Outro ponto muito importante que conversamos foi sobre a experiência canadense, algo tão exigido dos imigrantes e que geralmente representa um ano de trabalho no mercado. Ele disse que sua visão sobre o assunto é a seguinte: “Experiência canadense nada mais é que trabalhar com os canadenses e estrangeiros que estão aqui. São muitas culturas diferentes e entender culturas é sobre ler linguagem corporal. Canadenses e muitos outros povos não são tão expansivos em sua maneira de se comunicar com os colegas, então, vai demorar um tempo para entendermos certas coisas e o que eles querem dizer”. Faz todo o sentido. Enquanto nós, brasileiros, olhamos uns para os outros e já sabemos o que cada um pensa em poucos segundos, somos muito expressivos e muitas vezes até passionais, canadenses e outros estrangeiros são geralmente mais fechados e discretos, portanto, é bem diferente quando estamos em um país com tanta diversidade. A experiência canadense é estar no mercado de trabalho até aprendermos como as diversas culturas se comportam para que possamos conviver bem com elas, respeitando uns aos outros. “O Canadá é um mercado baseado em confiança”, disse Mathews, então, obviamente a experiência canadense faz todo sentido. Tanto as empresas quanto o governo precisam também “ler a gente” para nos entender e confiar em nós. E vice-versa. “Eles (as empresas) querem ter certeza de que estão contratando a pessoa certa”, finaliza o diretor. 

Por fim, perguntei o que ele considera um bom resume e o que ele olha em primeiro lugar quando está selecionando os currículos para contratar alguém para sua equipe. Ele disse “eu me atenho muito ao top summary (os destaques que colocamos no topo do modelo de currículo canadense ou na cover letter – carta de apresentação que acompanha o currículo – que resumem nossas qualificações). Vou me concentrar e dar muito valor ao elevator pitch“, ou seja, ele vai olhar como a pessoa se vende, como ela conta a sua história profissional de modo a valorizar suas qualidades e a convencer, em poucas palavras, que é a mais qualificada e diferenciada para a vaga. Ele também mencionou que não gosta de entrevistas por Skype, embora sejam muito comuns. Muito do que ele disse vai ao encontro do que aprendi nos cursos que já fiz no Canadá relacionados à carreira e desenvolvimento profissional para imigrantes, onde essas coisas foram igualmente valorizadas e mencionadas.

Na minha visão e experiência até aqui, muitos brasileiros são ótimos tecnicamente, mas muitas vezes chegam ao Canadá sem o preparo do idioma e também sem desenvolver as tão valorizadas soft skills. Esse olhar para dentro de uma super corporação canadense veio confirmar muitas coisas para mim: a importância do bom inglês, a de saber se vender e fazer networking de forma adequada e de ter a mente aberta para viver num país multicultural, onde o equilíbrio entre a técnica e a personalidade são essenciais. 

 Acesse aqui o vídeo com as entrevistas, no meu Instagram. 

Que tal recomeçar a carreira no país considerado o primeiro em qualidade de vida do mundo? Fale com a BFF Intercâmbio e a gente te orienta neste primeiro e importante passo, estudar no Canadá. Não tem inglês? Não há problemas, pois muitos de nossos alunos fizeram cursos de inglês no Canadá antes de começar o college e hoje estão cursando e indo muito bem.;) A gente tem várias opções de cursos de inglês para todos os níveis e também o inglês acadêmico (Pathway) que prepara para a entrada no college ou universidade.

Para mais informações sobre cursos de inglês, colleges ou universidades, escreva para daniely@https://bffcanada.com ou envie uma mensagem pelo WhatsApp +1 778 6825525


Estude no Canadá. Mude sua vida. 

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